O Significado do Cavalo-Marinho, símbolo da Escola de Surf da Riviera há 12 anos.
O símbolo da Escola de Surf da Riviera partiu de seus fundadores a 12 anos atrás, a idéia era um logo bem legal que parece-se com o astral da Praia, Mar, Oceano, Surf, Evolução e autenticidade. A Escola se localiza na Riviera, o símbolo da Riviera de São Lourenço é o Cavalo-marinho. Eis que surge a idéia por que não um Cavalo-Marinho com uma prancha para representar a Escola e o Surf no mundo. Vamos Preservar os oceanos.
Por muitos e muitos séculos, diversas pessoas tem se cativado por um estranho charme, porém engraçado, dos Cavalos Marinhos. Cientistas, leigos, surfistas e aquaristas são igualmente fascinados por estas agradáveis criaturas. Suas poucas qualidades convenientes tem feito dos Cavalos Marinhos o mais popular de todos os peixes marinhos.
Peixes?
A identificação deste animal como um peixe não fica muito bem compreendida quando mentalizamos por instantes a forma de um peixe comum, estudos demonstram que cavalo marinho é realmente um peixe, mas é difícil associarmos a palavra “peixe” com o cavalo marinho, Por exemplo, em alguns dicionários de nossa língua a definição para peixe é: Animal vertebrado aquático que respira por guelras o qual possui nadadeiras e escamas. Tendo em mente esta definição, teria você mentalizado um Cavalo Marinho? A partir destes princípios talvez seja muito comum defini-lo com qualquer outro ser, menos um peixe.
Se pararmos para refletir sobre a definição de Cavalo Marinho como peixe, poderemos esclarecer que, talvez, os únicos traços que o denuncie como um peixe sejam as brânquias (responsáveis pela respiração embaixo d’água), as nadadeiras laterais e dorsal e por fim o fato de viverem totalmente submersos na água por toda sua vida.
Nome Científico : (variedades mais comuns) Syngnathidae
Hippocampus Kuda
Origem : Oceano Atlântico e Pacífico
Alimentação : Eles são monofágicos, ou seja alimentam-se somente de pequenos crustáceos.
Comportamento : Na natureza ficam presos à corais e gorgônias com suas caudas. Somente nadam em busca de alimento quando há falta deste. Adaptam-se bem em aquários comunitários com outros peixes pequenos e lentos, mas não deverá ser colocado em aquário com invertebrados. (alguns invertebrados o atacam e outros são atacados pelo cavalo-marinho)
Será ele um ser mutante?
A popularidade dos Cavalos marinhos não é surpresa quando consideramos alguns itens especiais: é de fato um peixe, com cabeça de cavalo, habilidades de mudança de cor como um camaleão, uma cauda preensil como a de um macaco, um corpo duro como o de um tatu, com uma bolsa de canguru e olhos como os de um lagarto. Julgando-se pela sua aparência, deu-se a idéia que a natureza reuniu todos estes animais em um só ser, o qual foi denominado Cavalo Marinho.
Devido a esta bizarra anatomia, estes animais são mestres em prender a atenção de pessoas de qualquer faixa etária, as pessoas ficam paralisadas e boquiabertas quando ficam frente a frente com estes animais em algum aquário público ou até mesmo em lojas especializadas no comércio de animais aquáticos. No primeiro encontro entre seres humanos e estas agradáveis criaturas, a primeira reação é a de estar vendo algo que achavam não existir, poucos minutos depois são chamados de frágeis, meigos e maravilhosos.
Nos dias de hoje, existem pessoas firmemente convencidas de que os Cavalos Marinhos só existem no reino da Mitologia ao lado de Sereias e serpentes ou até mesmo guardiões de Netuno, Deus dos Mares da Mitologia grega. A partir dos gregos surgiu o primeiro nome para estes animais: Hippocampus, que quer dizer em grego Hippos = cavalo e Kampe = lagarto, para os antigos gregos este nome tinha um significado assombroso como Monstro Marinho. Portanto um animal que combina toda esta bizarra anatomia não poderia escapar das lendas.
Responsável pela sobrevivência e pela morte.
Desde a época de Cristo a fama dos Cavalos Marinhos já se alastrava no mundo antigo graças aos ensinamentos de Plínio, naturalista e comandante militar do Império Romano. Segundo ele, as cinzas deste animal, quando incinerado, era capaz de combater a calvície, as febres, as erupções da pele (Lepra) e a morte de mordidos por cão raivoso. Para os antigos gregos, o animal representava um veneno fulminante, desde que embebidos em vinho. Por outro lado, era também um excelente antídoto para outros venenos, mas estes deviam ser engolidos com vinagre e mel ou misturados com piche.
Estudiosos medievais, a séculos atras, estavam contentes em discutir as possíveis curas farmacêuticas dos cavalos-marinhos, porém viam-se muito confusos quanto a taxonomia destes animais, eles estavam confundindo o original Hippocampus sp. com um misterioso “Monstro Marinho” da poesia clássica Grega devido a vários nomes e sinônimos dado aos animais. Após varias confusões e contradições chegaram ao aparecimento de “Equus Marinus” de Von Cube.
No atlas Zoológico (publicado perto dos anos 1500), os cavalos marinhos foram chamados de “Zidrach”, mas nas edições mais recentes e atualizadas daquela época eram encontrados pelos dois nomes. Por pior que seja, outros estudiosos ou autores do mesmo atlas estavam confundindo estes dois nomes com um peixe muito conhecido hoje em dia os quais são as Rêmoras.
Assim, um animal tão insólito e inusitado não poderia ser enquadrado na zoologia como um animal qualquer. Devido a sua estrutura óssea, mais uma vez podemos notar uma pequena semelhança com os artrópodes (insetos, crustáceos, aracnídeos, etc…), caracterizados por suas carapaças articuladas que funcionam como um esqueleto externo, sustentando internamente os músculos e outros órgãos. Nisso eles diferem dos outros animais vertebrados, cujo esqueleto fica envolvido por uma espessa camada de músculos e gordura.
Interesse Econômico.
Mundialmente, por ser espécie de interesse econômico para lojas de aquário e para indústria farmacêutica oriental, tornou-se espécie vulnerável, entrando para a IUNC Red List em 1996. A partir de 1997, todas as espécies de cavalos marinhos foram incluídas no Anexo D da Lista de Espécies Ameaçadas de Extinção da Comunidade Européia (Vincent 1994a, 1995a,b).
Pesca Abusiva.
A pesca abusiva tem diminuído os estoques naturais de cavalos marinhos em todo o mundo. A China é o maior consumidor deste peixe em termos farmacêuticos, seguida por Taiwan, Hong Kong e Singapura. Os remédios é base de cavalos marinhos dizem aliviar desde asma até a impotência sexual. Em uma farmácia de Hong Kong, o preço de tal droga varia entre 120 e 400 dólares/Kg.
Dados brasileiros sobre pesca de peixes ornamentais marinhos não são conhecidos ou divulgados. Não há controle sobre a pesca para o comércio interior ou para a exportação e não existe lei, em âmbito nacional, de proteção a tais peixes. Entretanto, sabe-se que a pesca do cavalo marinho é abusiva. Os locais de criadouro natural não são respeitados, nem idade ou sexo dos espécimes coletados. São jovens que saem do mar antes de estarem aptos a reproduzir, bem como adultos maduros sexualmente e muitos machos já grávidos, que invariavelmente perdem seus filhotes, ainda dentro da embalagem plástica de viagem, devido ao estresse a que são submetidos, ou nos aquários das lojas que não são adequados a recebé-los.
Ameaçados de Extinção.
Nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, verifica-se a extrema pressão antrópica sofrida pelas barras de rios e manguezais do litoral destes Estados. Infelizmente grande parte das regiões estuarinas foram transformadas em corpos receptores de efluentes, tanto da população ribeirinha quanto do comércio e indústria locais. Este fato naturalmente concorre para o desaparecimento dos cavalos marinhos que encontram nessas regiões, o seu hábitat.
ALOHA !!!







Um comentário para:
“CURIOSIDADES DOS OCEANOS”
mary ellen disse...
gostei muito do que esta escrito sobre os cavalos marinhos